Crítica | The Walking Dead 7×08: Hearts Still Beating

Finalizando a primeira parte da sétima temporada, The Walking Dead entregou através de Hearts Still Beating mortes, personagens em perigo e mudança de ventos em Alexandria. Em uma hora de episódio, Negan mostrou mais uma vez seu poder, que agora finalmente será confrontado por Rick.

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Existe uma corrente de críticos e fãs que defendem o fato da temporada ter um ritmo lento, por conta de episódios longos com uma narrativa diferente do habitual, focando em apenas um núcleo ou personagens específicos. Entretanto, o direcionamento que a série ganhou na sétima temporada implicou em uma mudança radical no status quo do grupo de Rick. Além disso, a necessidade de apresentar novas comunidades e os desdobramentos dos fatos recentes levaram The Walking Dead à este caminho, com contornos mais dramáticos em que pese o tamanho de vários episódios. Porém, neste mid-season finale, voltamos a ver um panorama mais amplo com vários personagens que em breve irão convergir para um objetivo em comum.

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O episódio abre com uma rima visual interessante. Maggie, que emerge como uma importante personagem em Hilltop, aparece sentada aos pés do túmulo de Glenn, da mesma forma como ocorre no final, com a dor dando lugar a esperança. O pouco que se viu nos dá a certeza de que ela terá um papel importante a desempenhar daqui para frente, exercendo uma liderança cada vez mais iminente. Tudo que aconteceu na estrada foi o que moveu a temporada até agora e o que vai impulsionar a mudança deste cenário, com os que restaram do grupo se encontrando. Uma cena capaz de emocionar, muito por conta do que eles tem passado e pela fatídica noite que ainda ecoa na recordação de todos.

O papel das mulheres tem sido notável até aqui na temporada. Com boas ações e outras nem tanto, diga-se. Em Hearts Still Beating, em todos os núcleos isso parece ter sido ratificado. Seja com uma relutante Carol e sua momentânea calmaria; Michonne com sua disposição em não se entregar à situação; Rosita através de seu impulso que custou a vida de Olivia e a custódia de Eugene; todas tiveram destaque no episódio. Sem mencionar outras como Sasha, Enid e Tara, anteriormente.

Fato inegável é que, cuidadosamente e com calma, todos os caminhos levaram a solidificação de Negan como o grande vilão de toda a série. Desde o seu surgimento no fim da temporada anterior, toda aparição vem cercada por uma tensão absurda, dado a capacidade de não prevermos suas ações. Porém, em oito episódios apresentados, isso já é algo estabelecido e a mudança de postura dos grupos oprimidos vem em boa hora. A estranha relação do vilão com Carl foi novamente explorada, com momentos engraçados e que nos fazem amar e odiar Negan, ao mesmo tempo. Porém, sua atitude com Spencer e a ordem para matar mais uma pessoa trata de nos conectar novamente a realidade.

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Outra situação resolvida foi o retorno de Daryl, que após sete episódios reencontra o grupo, sem ser prisioneiro. No entanto, a situação que envolveu sua saída do Santuário envolveu todas as facilidades possíveis, embora tenha recebido a ajuda de Jesus no ato final. A entrega da chave não teve autoria identificada, o que pode indicar ter vindo de dentro do local. Mais tarde, o reencontro com Rick é o ponto alto do episódio.

Fora da comunidade para buscar suprimentos, Rick e Aaron colocaram um ponto de interrogação em evidência, ao se aventurarem por um rio, com direito a momentos de tensão em que foi possível temer pelo pior. Por sorte, tudo correu bem mas alguém estará espreitando Alexandria, como vimos. Mais tarde, entre humilhações dos Salvadores e os abusos de Negan, Rick se vê em uma necessidade forçada de mudança. Só que o momento é de prever os próximos passos com mais estratégia e menos força. Isso se traduz no momento emblemático como eles terminam Hearts Still Beating.

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Com mais oito episódios pela frente, a julgar pelo que vimos, tudo caminha para a guerra e pela forma como a série tem adaptado o material de origem, há um tensão estabelecida a ponto de explodir. Espera-se que agora a ação seja retomada. Não que isso seja um elemento obrigatório em The Walking Dead – porque nem sempre foi – e sim pela necessidade que a situação impõe agora. Do contrário, ficará insustentável a narrativa. Em fevereiro, saberemos o que Negan e os Salvadores irão enfrentar.


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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

2 thoughts on “Crítica | The Walking Dead 7×08: Hearts Still Beating

  1. Gostei do episódio. Deu aquele alívio que a gente, como espectador, precisa, aquele sopro de esperança. Acho que o primeiro episódio pegou pesado demais, e aqui eles tiveram que segurar o dedo. Mas seguraram tanto que a reação do Rick me pareceu um pouco desproporcional. Se ele tinha aguentado até aqui, eu esperava que a gota d’água fosse um pouco mais significativa. No final das contas, o Negan foi bem bonzinho perto do que sabemos que ele pode ser. De qualquer maneira, acho que tem um equilíbrio nessa temporada que faltou na anterior. E acho muito foda a maneira como as mulheres são retratadas na série. Muito mesmo. Que venha a guerra, e que ela dure o tempo que precisar durar. Não tem por que ter pressa pra resolver esse conflito, não. O Negan é um personagem sensacional.

    1. Olha, acho que o Negan vai ficar um bom tempo na série, por ser um baita personagem e também pelo material de origem. A série tem sido bem fiel em alguns aspectos.
      Quanto as mulheres, acho importante salientar e muita gente não tem se dado conta deste fato.

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