Crítica | The Walking Dead 7×07: Sing Me a Song

Dando continuidade aos eventos do episódio 5, The Walking Dead entregou em Sing Me a Song mais um episódio estendido, contando com o carisma de Negan e sua estranha relação com Carl, além de tramas paralelas que poderão influenciar o restante da temporada.

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Não é nenhuma novidade que a cada episódio, o poder de Negan vem sendo evidenciado de várias maneiras, sobretudo pela apresentação de novas comunidades sob o seu comando. Homens dominando homens, idolatria e temor. Entretanto, desta vez chegamos mais perto de seu modo de agir por dentro de sua base principal, o Santuário. Ao contrário do episódio 3, quando tivemos um ponto de vista focado em Daryl na condição de prisioneiro, quem nos guia para essa apresentação é Carl, presenciando várias situações como sua relação com as esposas mantidas em seu harém, a punição com o ferro no rosto semelhante a que Dwight sofreu e a postura cada vez mais submissa do já citado Daryl, que agora já se ajoelha por lá, faz faxina e se tornou uma espécie de Theon Greyjoy do apocalipse zumbi.

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É necessário destacar que Jeffrey Dean Morgan vem dando vida de forma única ao seu personagem. Dá para se indignar e ao mesmo tempo se divertir com o sarcástico vilão, fruto de um trabalho bem executado que inclui falas, olhares e trejeitos, transpondo para a tela da televisão um Negan que agrada e muito. Também é bom frisar que o roteiro tem possibilitado, a partir de uma fidelidade ao material original em alguns momentos, boas cenas como por exemplo o diálogo com Carl quando eles falam de seu olho perdido e de uma maneira que quebrou o garoto, a música que ele cantou e que inspirou o título do episódio. Mais tarde, em Alexandria, não havia como não rir de suas tiradas com Olivia e seus momentos em que conhece a casa de Carl e Judith. Se há algo incontestável é que a presença do vilão em cena eleva o nível da produção e dos episódios, o que no alto de sete temporadas significa um ar de renovação.

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Outra coisa que já vem se desenhando desde a primeira visita de Negan à Alexandria é a forma como Spencer vem agindo. Desde o episódio 4, ele vem contestando a liderança e o novo posicionamento de Rick e além disso, agindo de forma egoísta ao esconder provisões. Ou poderíamos observar como cautela? Fato é que mesmo para quem não conhece os quadrinhos de Robert Kirkman, o cheiro de conspiração já está bem forte. E foi através do Padre Gabriel que tivemos um dos momentos mais engraçados da temporada, vindo de quem sabe com propriedade do que está falando. Ao questionar se odiar Rick seria considerado um pecado, veio a melhor resposta:

“O que você está dizendo não o torna um pecador. Mas o torna um baita bosta.”

O que The Walking Dead vem enfatizando a todo instante é a sensação de inquietude dos envolvidos com o que aconteceu no início da temporada. Sendo assim, Michonne, Rosita e Carl seguem jornadas particulares, enquanto que Rick mantém a cartilha estabelecida por Negan. Sua participação no episódio é discreta e rima exatamente com seu papel no momento atual da trama. Entretanto, sua expedição parece promissora em apresentar uma situação perigosa para o episódio 8. É curioso também notar que, agora quem foi promovido a condição de parceiro nesse tipo de jornada é Aaron, sem Glenn ou Daryl para lhe acompanhar. Quem também deverá ter uma participação importante é Jesus, agora infiltrado. O gancho deixado pela sua chegada no caminhão é tão bom quanto a chave que é deixada para Daryl, em seu confinamento. No lugar dele, será que você sairia?

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Seguindo uma fórmula já conhecida, um episódio antes do hiato (a série retornará somente em fevereiro), uma bomba relógio está na iminência de explodir. Só que desta vez, vários personagens estão espalhados e em sentidos opostos. Não podemos esperar nada menos do que um pouco de caos e ação na próxima semana.


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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

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