Crítica | The Walking Dead 7×05: Go Getters

Se você está sentindo falta do senso de urgência que um início de temporada costuma trazer, talvez não tenha se convencido ainda com a 7º temporada de The Walking Dead. Em Go Getters, a ação foi discreta e até aqui tivemos cinco episódios que, com exceção do primeiro, focaram na apresentação do novo status da série.

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Fruto de uma completa inversão do que foi construído ao longo de seis anos, os reflexos do efeito Negan no grupo de Rick continuam sendo sentidos. Embora pareça um tanto desnecessário, se analisarmos friamente os quatro primeiros episódios são importantes, a partir daquilo que parece ter sido o primeiro ato desta temporada. Com isso, além da apresentação de locais que não havíamos conhecido ainda como o Reino e o Santurário, era necessário ver Alexandria pós eventos traumáticos e por fim, Hilltop. Esta é uma comunidade ligada diretamente com os fatos que levaram as mortes de Glenn e Abraham, é bom lembrar.

É interessante observar que a supremacia dos Salvadores vem sendo enaltecida em todos os episódios. Negan até agora só foi visto em três dos cinco capítulos, com isso Simon é que faz o papel de comandante aqui. Assim como Dwight mas com a diferença de possuir um nível mais elevado na cadeia de comando (e carisma), o capanga teve destaque no episódio que claramente quis enfatizar, quase que como uma extensão do capítulo anterior, a dominação do grupo opressor sobre as demais comunidades. O modus operandi da milícia, que vem sendo apresentado desde o início, está mais do que consolidado até aqui.

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Também há uma questão importante. As lideranças que prestam serviços a Negan se mostraram até aqui completamente submissas. Tanto Ezequiel quanto Gregory agem de forma passiva, embora o primeiro tenha um pouco mais de sagacidade. Rick caminha neste sentido, aparentemente sob o mesmo fardo da proteção coletiva. Entretanto, muitos que estão ao seu redor não estão satisfeitos com a nova condição imposta, sendo o que diferencia Alexandria dos demais locais.

Fruto deste novo momento, Carl assume aqui um papel importante, ao se infiltrar no caminhão que o levará até o Santuário. Claro, há um desenvolvimento com Enid e que os conduzem até Hilltop, que serve mais de pretexto para ambientar a ida deles de um determinado ponto ao outro. Até que houveram umas cenas bacanas como um breve momento de alegria com os patins, no mais, caminhadas e alguns diálogos rasos. A separação foi anti-climática mas serve para movimentar a trama, afinal cada um terá um propósito. Uma coisa que incomodou na montagem do episódio foi o fato das cenas dos dois se passarem em uma linha de tempo diferente.

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Ausentes desde o início da temporada, Sasha e Maggie foram reintroduzidas à série de uma maneira bem acertada. Ambas tinham ligações afetivas – sobretudo Maggie – com os que morreram e os semblantes das atrizes diziam muito por si só. Falando nisso, sem desmerecer a boa atuação de Sonequa Martin-Green, que não fiquemos mais tantos episódios sem ver os lindos olhos verdes de Lauren Cohan, que por sinal, abrem de forma belíssima o episódio.

Maggie sempre foi uma personagem forte, que ao lado de Glenn ou sem o coreano, protagonizou ótimos momentos em The Walking Dead. Se a série seguir o rumo das HQs, como está se desenhando (sem trocadilhos), a mesma deverá conduzir Hilltop e o desenvolvimento do episódio fez questão de mostrar isso, desde a invasão da horda plantada pelos Salvadores, que nos fez ver Maggie em seus grandes dias, até o momento derradeiro em que ela acerta um maravilhoso soco na cara de Gregory.

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Quem ganhou destaque também foi Jesus. Ausente desde a temporada passada, o interessante personagem funcionou como uma espécie de guia para Maggie e Sasha. E anjo da guarda também, diga-se. Outro ponto a se destacar é sua discordância com Gregory, que se estabeleceu em diversos momentos. Sobre o líder de Hilltop, em determinado momento é dito por Jesus que não houve uma liderança conquistada mas apenas não reivindicada pelos demais. As vezes, as coisas simplesmente acontecem e todos se acostumam. Não é difícil detestar o até então líder do local mas, em partes, dá para compreender sua motivação em não querer Maggie e Sasha na comunidade. O plano com o qual ele concordou deu errado e o medo da represália o faz ter um comportamento extremamente antipático.

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Feita a apresentação necessária de uma nova fase em The Walking Dead, agora há um cenário com o qual já estamos ambientados, um vilão estabelecido e motivações para um contra-ataque, em todos os locais. Quando The Walking Dead pisa no freio mas faz isso de forma que avance a história, não é ruim. Com três episódios restantes até o final da primeira parte da temporada, somente agora é que veremos para qual rumo a série irá se encaminhar.

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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

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